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Fileto Pires Ferreira

Arquivo pessoal de Ramon Vieira de Carvalho - Imagem gerada por IA com base em imagens reais.
Arquivo pessoal de Ramon Vieira de Carvalho - Imagem gerada por IA com base em imagens reais.

Fileto Pires Ferreira nasceu em Barras do Marataoan-PI, em 16 de março de 1866. Militar e político. Era filho de Raimundo Carvalho Pires Ferreira e Lídia Santana. Fez os estudos primários em sua terra natal e os Preparatórios no Liceu Piauiense. Graduou-se em Matemática e Ciências Físicas.

Iniciou sua formação militar na Escola Militar de Porto Alegre (RS), de onde saiu como alferes (1884). No ano seguinte foi transferido para o Rio de Janeiro, quando veio a tomar parte na preparação do movimento republicano, sob a liderança de Benjamim Constant. A 15 de novembro de 1889, estava entre os oficiais da 2ª Brigada Militar, à frente da qual o Marechal Deodoro da Fonseca compareceu ao Quartel General para depor o Gabinete Ouro Preto, episódio que determinaram os acontecimentos que compõem a Proclamação da República.

Em 1890, foi destacado para servir no Estado do Amazonas. Ao chegar a Manaus, foi nomeado Superintendente de Tefé. Nessa região, foi articulador político junto aos militares da Amazônia visando à queda do Marechal Deodoro da Fonseca da presidência da República.

Fileto estava em Manaus, quando, em 27 de fevereiro de 1892, foi deposto o Governador Gregório Taumaturgo de Azevedo. O governador, que substituiu o governante deposto, nomeou Fileto secretário de Estado.

Elegeu-se deputado federal pelo Amazonas em 1893, distinguindo-se na Câmara dos Deputados, na defesa do Presidente Floriano Peixoto. A 1º de março de 1894, reelegeu-se deputado federal. Chegou ao governo do Estado do Amazonas em 1896, eleito pelo voto direto e universal. Investiu-se no cargo a 23 de julho do mesmo ano. Fez uma administração dinâmica e bem assessorada. A situação financeira era lisonjeira, beneficiando-se do surto de valorização da borracha. No seu governo foi inaugurado o famoso Teatro Amazonas, a 31 de dezembro de 1896.

Em 4 de abril de 1897, embarcou para a Europa à procura de recursos médicos, passando o governo para o seu substituto legal. Enquanto estava em Paris, em tratamento de saúde, Fileto foi traído e abandonado pelos seus amigos, que se aproveitaram da sua ausência para destituí-lo do poder, usando de miserável fraude, urdida entre a ambição do poder e o abuso de confiança, mediante um pedido apócrifo de renúncia. Depois disso, Fileto voltou ao serviço do Exército.

Faleceu no Rio de Janeiro-RJ, em 11 de agosto de 1917, no posto de general. É patrono da Cadeira nº 23 da Academia de Letras do Vale do Longá.

 
 
 

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