

Ramon Vieira de Carvalho
È barrense de berço e de coração. Nasceu próximo às águas mornas e caudalosas do rio Marataoã, no Hospital Leônidas Melo, no início da tarde de 18 de agosto de 1981. É filho de Francisco Vieira de Carvalho, cearense radicado em Barras do Marataoã (PI), e de Maria de Jesus Pachêco de Carvalho, barrense da gema.
Da mãe, herdou a serenidade como modo de encarar a vida e a firmeza para lapidá-la diariamente, moldando o caráter de quem sente a necessidade de fazer o bem. Do pai, recebeu o gosto pelo esporte, pela música, pela leitura e pela escrita.
Sua trajetória educacional em Barras seguiu a seguinte cronologia: cursou a primeira série do ensino primário no Colégio São José (Patronato), em 1988; a segunda e a terceira séries na Unidade Escolar Matias Olímpio, em 1990 e 1991; e a quarta série, em 1992, no Instituto Barrense de Educação (IBE), fundado naquele mesmo ano. Concluiu o ginásio (5ª a 8ª séries) também no IBE, de 1993 a 1996, e o ensino médio no Colégio Olga Fernandes, de 1997 a 1999.
Graduou-se em Letras-Português pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), de 2001 a 2004, e pós graduou-se em Docência, Gestão e Supervisão Escolar entre 2011 e 2012. Em 2004, ingressou no funcionalismo público estadual, como auxiliar de secretaria, e municipal, como professor, em 2012 ambos por meio de concurso público. Atuou como Diretor do Setor Financeiro e Orçamentário da Secretaria Municipal de Educação de Barras na primeira (2014 a 2016) e na segunda (2021 a 2022) gestões do prefeito Edilson Capote. Posteriormente, foi nomeado Secretário Municipal de Educação na segunda (2022 a 2024) e na terceira (2025 a 2028) gestões do mesmo prefeito. Em 2026, segue em processo de conclusão do Mestrado em Educação, com especialização em Organização e Gestão de Centros Educativos.
No campo eleitoral, trabalhou como técnico de urnas eletrônicas em quatro pleitos, no período de 2005 a 2013.
Residindo, desde sempre na “Terra dos poetas e intelectuais”, Ramon desenvolve um trabalho minucioso de garimpagem de fotografias antigas de Barras e do Piauí, além de escrever sobre essas temáticas. É um amante fervoroso e estudioso de sua terra natal, de sua história, de seu passado glorioso, dos poetas (anônimos e consagrados), dos intelectuais e dos políticos da “Terra dos Governadores”.
Como coautor, participou das seguintes obras: Homenagem aos vaqueiros e roceiros – o reconhecimento que faltava (Adrião Neto, 2017); Rua grande de Barras do Marataoã – crônica, memória e canção (Dilson Lages Monteiro, 2022); e Ilha dos amores: história da música e poesia (Antenor Rêgo Filho, 2023).
O escritor barrense Antenor Rêgo Filho referenciou-o em seu livro Dicionário do Piauí (2016) com as seguintes palavras: “Professor Ramon Vieira, mestre da arte foto-histórica, possui magnífico acervo histórico-fotográfico da cidade de Barras”.
Ramon também contribui voluntariamente para a preservação da memória local, organizando, recuperando e digitalizando documentos em órgãos públicos de Barras.
No meio acadêmico e literário, tomou posse da cadeira nº 22 da Academia de História dos Municípios Oriundos de Campo Maior-PI (AHMOCAMPI) em 2021. Em 2025, foi empossado na cadeira nº 25 da Academia de Letras do Vale do Longá (ALVAL), ingressando definitivamente para a imortalidade dessas instituições.
Além disso, ocupou concomitantemente o cargo de Secretário Municipal de Educação e o Trono de Salomão da Loja Maçônica Matias Olímpio nº 1871, atuando como Venerável Mestre daquela oficina de aplicada benevolência.